Site para negócio na Madeira: o caso da Eboard
Quantas vezes por dia respondes à mesma pergunta?
Se tens um negócio de turismo, restauração ou serviços na Madeira, provavelmente sabes a resposta de cor: demasiadas. "Quanto custa?", "Que horas abrem?", "Onde fica exatamente?", "Têm lugar para sábado?". Mensagem atrás de mensagem, no Instagram, no WhatsApp, no Facebook. E tu a responder à mesma coisa como se fosse a primeira vez.
Não estou a dizer que ter clientes a perguntar é mau. Claro que não. Estou a dizer que se a mesma informação está a ser pedida dez vezes por dia, a culpa não é do cliente: é tua. Ou melhor, é do teu site, que não está a fazer o trabalho dele.
O que acontecia com a Eboard?
A Eboard é um negócio de tours de e-longboard no Funchal. Passeios na marginal, pela cidade, com vistas que só a Madeira tem. Antes de ter um site a sério, o fluxo era sempre o mesmo: a pessoa via um Reel ou uma foto no Instagram, interessava-se e mandava mensagem. "Quanto custa o tour da cidade?", "Preciso de experiência?", "Quanto tempo dura?", "Onde nos encontramos?".
Todos os dias, as mesmas perguntas. E a pessoa do outro lado à espera da resposta para decidir. Se demoravas, já estava a ver outra opção. O Instagram mostrava o produto, mas quando chegava a hora de fechar, tudo passava pelo chat. E o chat não escala: quando estás a fazer o tour, não estás a responder. E quando estás a responder, não estás a fazer o tour.
O que fizemos e o que mudou?
Criámos um site com uma página dedicada a cada tour. Em cada página: a descrição do passeio, a duração, o que inclui, o preço, o ponto de encontro no mapa e o pedido de reserva. Tudo visível sem scroll infinito, sem menus escondidos, sem "contacte-nos para saber mais".
A pessoa abre a página, lê, decide e reserva. Sem mandar mensagem. Sem esperar resposta.
O resultado: as reservas passaram a entrar pelo canal próprio da Eboard. As mensagens com perguntas básicas diminuíram muito. Há sempre quem prefira perguntar, e tudo bem, mas o tempo que antes ia todo para responder às mesmas coisas passou a ser tempo com clientes. E a reserva deixou de depender de o dono estar ao telemóvel.
Por que é que isto importa agora?
O turismo na Madeira mantém preços acima do ano passado neste outono, mas as reservas hoteleiras apontam para um abrandamento no último trimestre de 2026 (Publituris, 19 de outubro de 2026). Quando a procura abranda, cada reserva pesa mais. E se a tua depende de alguém te mandar mensagem às onze da noite e de tu responderes antes de ele passar à frente, estás a perder reservas enquanto dormes.
Um site que funciona não é um cartão bonito na internet. É o teu balcão aberto 24 horas, sete dias por semana, em português e em inglês se precisares. É o sítio onde a pessoa decide antes de te contactar. E quando te contacta, já sabe o que quer.
E se eu depender de plataformas de reservas?
Muitos negócios de turismo na Madeira estão em plataformas que cobram 15% a 30% de comissão por cada venda. É melhor do que nada, mas estás a pagar para vender o que é teu. Um site com reserva própria não substitui essas plataformas de um dia para o outro, mas dá-te um canal direto onde a margem é toda tua. E cada reserva que entra por aí é dinheiro que não pagas a ninguém.
A Eboard continua visível nas plataformas, mas agora tem um sítio seu onde o cliente vai diretamente. E quem chega pelo Google ou pelo Instagram cai no site, não numa plataforma que mostra dez concorrentes ao lado.
O meu site já existe, mas não faz nada disto
Ter um site e ter um site que trabalha por ti são coisas diferentes. Abre o teu agora, no telemóvel, como se fosses um cliente pela primeira vez. Responde com honestidade:
Se a resposta a qualquer uma destas for "não", o teu site é um folheto digital. Está lá, mas não está a trabalhar.
- A pessoa percebe em cinco segundos o que o teu negócio faz?
- Encontra o preço, o horário e a localização sem procurar?
- Consegue reservar, pedir orçamento ou comprar sem te mandar mensagem?
O que o Google tem a ver com isto?
Quando alguém pesquisa "tours Funchal" ou "restaurante perto de mim", o Google mostra o Perfil da Empresa e os sites que respondem à pergunta. Ter um site com as informações organizadas por página, com as palavras que as pessoas usam, é o que te põe à frente nos resultados.
O Instagram não aparece no Google Maps. O teu site aparece. E 78% das pesquisas locais feitas no telemóvel levam a uma compra presencial em menos de 24 horas (Google, 2023). Se quando essa pessoa pesquisa o que tu fazes, encontra o teu concorrente primeiro, é ele que fica com a reserva.
Não é sobre estar em todo o lado. É sobre estar onde a pessoa procura, no momento em que procura. E aí, um bom site vale mais do que mil posts.
O que fazer esta semana
O site da Eboard não é nenhuma obra de engenharia. É um site simples, bem feito, que responde antes de perguntarem. Isso é trabalho de memória. E faz toda a diferença entre perder e ganhar uma reserva enquanto dormes.
- **Abre o teu site no telemóvel como se fosses um turista que acabou de te encontrar no Google.** Lê cada página e anota o que falta: preço, horário, localização, forma de reservar ou pedir orçamento. Se faltam mais de duas coisas, o teu site não está a fazer o mínimo.
- **Responde às perguntas no site antes que te as façam.** Pensa nas cinco perguntas que mais recebes por mensagem e garante que a resposta está visível na página certa, sem a pessoa ter de procurar.
- **Pede o diagnóstico gratuito.** Em 20 minutos, vejo o teu site, o teu Google e as tuas redes e digo-te o que mudava primeiro. Sem compromisso.
Perguntas frequentes
Depende do que precisas. Faço um diagnóstico gratuito de 20 minutos para perceber o que faz sentido e depois apresento um orçamento fechado por projeto.
O Instagram mostra o teu trabalho, mas quando a pessoa quer comprar precisa de um sítio que responda e feche. Um site com a informação certa faz esse trabalho por ti 24 horas por dia.
Depende do projeto, mas um site focado em reservas ou contacto direto pode estar pronto em poucas semanas. O mais importante é ter a informação certa nas páginas certas.
